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Dicas importantes segundo experiências vivenciadas.

15% das babás têm ficha criminal

Diário Regional
Camila Galvez

“Pesquisa revela ainda que 28% delas mentem sobre referências. Família deve exigir até visitar residência da contratada”

Pesquisa realizada por uma empresa responsável pela contratação de babás revelou que 28% delas mentiram sobre as referências e 15% tinham antecedentes criminais. Entre as mulheres fichadas, a maioria era acusada de agressão em geral, não à crianças especificamente.

As informações falsas foram descobertas no serviço de checagem da Rede Kanguruh, agência de empregos especializada na contratação deste tipo de profissional. As candidatas forneceram referências pessoais forjadas, inventaram antigos empregos e indicaram o telefone de parentes como se fossem de antigos patrões.

O especialista em segurança Jorge Lordello destaca que os pais devem ficar atentos no momento da contratação. “Uma prática comum é aceitar indicações por amizade, não por competência. É preciso lembrar que babá é uma profissão como outra qualquer, que também requer certas competências e aperfeiçoamento, pois ela irá cuidar do bem mais precioso que os pais têm”, avisa.
Lordello explica que é necessário fazer um processo de seleção, e não apenas contratar a profissional porque ela pareceu simpática na entrevista. Os pais podem procurar uma agência de emprego especializada, que faça a verificação dos antecedentes, ou fazer por conta própria. Para isso, o primeiro passo é exigir a apresentação de todos os documentos, inclusive antecedentes criminais, e o currículo com os dados pessoais e contato das três últimas empresas nas quais ela trabalhou. É necessário checar todos os dados e conversar com os antigos empregadores para, só depois, fazer uma entrevista pessoal com a babá.

A diretora nacional da Rede Kanguruh, Roberta Rizzo, alerta ainda que os pais não devem aceitar como atestado de antecedentes criminais o nada consta federal, documento expedido pela Justiça Federal para pessoas que não cometeram crimes contra a União. “O correto é exigir o nada consta criminal, ou verificar tribunal por tribunal em todos os Estados brasileiros, já que cada um registra separadamente as fichas. O trabalho vale a pena, pois estamos falando da vida de uma criança”, destaca.

Roberta encaminhou à Câmara Federal uma proposta de projeto de lei que regulamenta a profissão de babás, hoje inserida na categoria de domésticas, e defende a criação de um cadastro único das profissionais.

» Pais devem ficar atentos ao comportamento da criança

Mesmo depois de contratar uma babá, é importante observar o comportamento dos filhos diariamente. O especialista em segurança Jorge Lordello explica que uma criança maltratada ou abusada sexualmente apresenta algumas características que podem ser facilmente percebidas por um olhar atento. Além de machucados, lesões ou arroxeados não comunicados pela babá, mudanças no comportamento, tais como: não comer, dormir mal ou chorar de maneira diferente também podem ser indícios de que algo vai errado.

Alguns pais optam por utilizar câmeras, que são ligadas a internet e permitem acompanhar as imagens em qualquer computador. O especialista é a favor do uso da câmera, mas avisa que os pais não devem esperar uma comprovação do abuso por meio das imagens para despedir o profissional. “Uma agressão sofrida na infância pode ter reflexos durante toda a vida. Portanto, o ideal é seguir a intuição. Se a mãe acha que alguma coisa está errada com a profissional que trabalha em sua própria casa, deve demiti-la imediatamente”, diz.

Ao desconfiar da conduta da profissional, os pais devem fazer um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima e alertar a agência sobre o problema, caso tenham contratado a babá por este meio.

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