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Dicas importantes segundo experiências vivenciadas.

Como se proteger de assaltos

Jornal O Globo

O empresário João Bosco Charra, de 52 anos, que levou dois tiros durante uma “saidinha de banco” na tarde de quinta-feira no Leblon, morreu ontem de manhã no Hospital Miguel Couto. O comandante do 23º BPM (Leblon), tenente-coronel Carlos Milan, disse que o crime foi premeditado e que a vítima foi seguida pelos bandidos. Já o inspetor Demétrio Neto, da 14ª DP (Leblon), responsável pela investigação do caso, informou já saber que o mandante do crime é um conhecido da vítima e que os assassinos aguardavam Charra no local em que ele foi atacado.

O empresário almoçou com um funcionário num restaurante da Barra, com uma bolsa contendo R$50 mil. Segundo Demétrio Neto, que disse ter descoberto todos os passos do empresário antes do crime, Charra, em seguida, foi à agência do Banco Itaú em frente ao BarraShopping, onde sacou mais R$50 mil. Entregou ao empregado R$11 mil para fazer pagamentos e seguiu para o Leblon com R$89 mil na bolsa, para comprar uma retroescavadeira usada para sua empresa de terraplenagem, a Tapi, que fica em Curicica, Jacarepaguá.

Charra acabara de estacionar o carro, um Golf, na Avenida Ataulfo de Paiva, quando foi abordado por um bandido, sem capacete, que estava na carona de uma moto sem placa. Quando ordenaram que ele passasse a bolsa onde guardava o dinheiro, o empresário ainda teria dito ao assaltante: “Que brincadeira é essa?”.

De segunda-feira até anteontem, ocorreram cinco assaltos com o uso de motocicletas no Leblon. Pouco antes do ataque a João Bosco, a administradora de empresas Érica Carvalho, de 36 anos, foi assaltada na Avenida Delfim Moreira por motoqueiros. Ela havia sacado R$60 mil numa agência do Banco Real da Gávea para comprar, de um amigo, artigos de uma loja no bairro. Na delegacia, um homem branco, de cerca de 30 anos, foi parcialmente identificado no álbum de fotos da polícia como sendo um dos criminosos.

– Esse sujeito já aprontou muito por aqui. Já temos equipes atrás dele – disse Demétrio.

De acordo com a última estatística divulgada pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), foram registradas no estado 165 “saidinhas de banco” em janeiro, um aumento de 4,4% em relação ao mesmo mês de 2007. Em todo o ano passado, foram 2.210 casos, uma média de seis por dia.

Delegado licenciado, pesquisador criminal e especialista em segurança, Jorge Lordello escreveu o livro “Como conviver com a violência” (Editora Moderna) em que dá sugestões de como se prevenir de crimes. Ele entrevistou cerca de 1.200 bandidos, mais de 1.800 vítimas e dezenas de policiais para afirmar ser possível “reduzir quase a zero o risco de assalto e seqüestro”. A pedido do GLOBO, ele listou algumas sugestões:

1: Não faça qualquer negócio utilizando dinheiro vivo. Há um ditado antigo que diz que “onde tiver dinheiro, há a possibilidade de crime”. Prefira sempre o uso de cheque ou depósitos eletrônicos, junto ao caixa do banco.

2: A segurança na rua começa dentro de casa: não deixe documentos desnecessários na carteira. Se você é motorista e possui a nova CNH, deve aposentar todos os outros documentos. Quem não dirige deve portar apenas a carteira de identidade (RG).

3: Cautela extrema ao sacar dinheiro em bancos, principalmente em dia de pagamento ou com grande movimentação de pessoas. Converse com seu gerente e pergunte sobre os dias em que a agência bancária é mais tranqüila.

4: Reduza o número de cartões de banco e de crédito na carteira.

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