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Dicas importantes segundo experiências vivenciadas.

Criminalidade pró-ativa exige conduda pró-ativa

Jornal Mogi News

Os criminosos nunca param de articular novas formas de atingir os objetivos e continuar contabilizando vítimas, deixando um rastro intenso de destruição, que assusta os cidadãos, além de um fato ainda mais agravante, referente à total falta de escrúpulo e humanismo. Entre muitos casos recentes, está a triste história de João Hélio, arrastado até a morte por um carro em fuga, no Rio de Janeiro, que deixou o Brasil e o mundo perplexos, diante a tanta crueldade.

As maneiras de cometer crimes têm novos nomes, como “Falso Seqüestro”, “Seqüestro Virtual” e “Assalto por Telefone”, entre vários outros. Para falar sobre esse tema com maior propriedade, conversamos com um profundo conhecedor do assunto: dr. Jorge Lordello, bacharel em direito, formado pela PUC/ SP; Delegado de Polícia no Estado de São Paulo, licenciado em razão do trabalho como pesquisador criminal e escritor internacional; autor de livros sobre segurança, inclusive um deles traduzido para vinte e nove países de língua espanhola; palestrante; conferencista e articulista em rádio e televisão como especialista em segurança.

Dr. Lordello diz que, atualmente, os marginais têm aproveitado-se do avanço da tecnologia, o que gera o aparecimento dos chamados crimes à distância ou crimes virtuais, já que a vítima não mantém contato com o bandido. “Nos dias de hoje, temos de confiar, desconfiando, mesmo quando atendemos a uma ligação telefônica. Tenha sempre em mente que a chamada telefônica é um meio inseguro de comunicação”, reforça. Ele comenta que a distração das pessoas é uma grande aliada dos bandidos e exemplifica o assalto por telefone, através de uma ocorrência: O gerente Mário está trabalhando, quando recebe uma ligação pelo celular. “Meu nome é Joyce, sou do departamento de segurança corporativa de seu cartão de crédito. Achamos estranho uma compra no valor de R$ 6.340,00, referente a uma televisão de plasma, realizada na cidade de Curitiba, em seu nome. O senhor confirma essa compra?”. Mário responde aterrorizado: “Claro que não, nunca fui à Curitiba”. O gerente responde todas as perguntas, que são referentes ao endereço dele e a dados do cartão. Ao final, a suposta atendente ainda pede para que ele tome nota do número de protocolo da ligação. Mário, inocente, agradece a gentileza e, totalmente tranqüilizado, desliga o fone. Em seguida, a falsa atendente liga o computador e realiza uma série de compras pela Internet, com os dados fornecidos por Mário. O local de recebimento dos produtos é uma casa alugada com documentos falsos. No final do mês, quando Mário recebe o extrato do cartão de crédito, leva um susto, pois realizaram compras em seu nome no valor de quase seis mil reais. “Portanto, desconfie sempre de pessoas ligando com estórias mirabolantes e jamais forneça seus dados pessoais pelo telefone fixo ou celular”, alerta dr. Lordello.

O seqüestro virtual ou seqüestro por telefone é outra modalidade com a qual a população deve manter-se atenta. Quanto a essa nova atuação dos marginais, dr. Lordello narra os seguintes fatos: A delegada Rosicleide de Castro, titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações de Fortaleza, no final de junho de 2006, deu voz de prisão a seis presos que, de dentro de uma cela do Presídio Olavo Oliveira, tido como de segurança máxima, aplicavam o golpe do falso seqüestro por telefone. A delegada comentou as declarações de um dos presos no interrogatório. “Não temos o que fazer na prisão, então vamos pegar dinheiro de otários”. Na cela, foram apreendidos diversos exemplares de listas telefônicas de vários Estados e dezenas de chips de celulares. Em 20 de outubro de 2006, o País ficou chocado com a morte ocorrida em São José dos Campos. A aposentada Sebastiana Emiliana Ribeiro, 73 anos, morreu vítima de enfarte, ao receber um trote por telefone; era o famigerado ‘falso seqüestro virtual’. Criminosos ligaram dizendo que o filho dela fora seqüestrado. Com o susto, Sebastiana começou a passar mal e foi socorrida, mas faleceu. “Saliento sempre que devemos ter conversas sérias com os nossos familiares, principalmente com os cardíacos e os que atingiram a terceira idade, para explicar sobre esse novo ‘golpe’ via telefone fixo e celular”, ressalta o especialista. Ele informa que, diariamente, milhares de pessoas em todo Brasil recebem ligações telefônicas anunciando seqüestro de parentes próximos e exigindo pagamento imediato de quantias que variam de R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00, a serem depositadas em contas bancárias abertas com documentos falsificados ou determinando a compra de créditos para telefones pré-pagos. “Previna a todos em sua casa para que não atendam chamadas de números desconhecidos, principalmente interurbanos. A instalação do identificador de chamadas, tanto para a linha fixa, como para celular, é fundamental para a prevenção. Em caso de ameaças, por telefone, a orientação é desligar imediatamente e registrar Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima”.
» Como se defender

Dr. Lordello revela que os especialistas na área de segurança criaram um termo interessante, chamado Conduta Pró-Ativa. “Quando falamos em segurança, logo lembramos da palavra prevenção, pois agir depois que acontece o problema não é nada inteligente. Conduta Pró-Ativa nada mais é que se antecipar ao problema. Tenha sempre em mente que a chamada telefônica é um meio inseguro de comunicação”. Desta forma, o especialista em segurança dá algumas orientações importantes:

1) Solicite a Companhia Telefônica que seu número não conste da lista de assinantes.

2) Ao responder uma ligação, jamais forneça seu nome ou número do telefone.

3) Tente descobrir sempre o nome e número da pessoa que está ligando para você.

4) Instale o identificador de chamadas (Bina), para conferir se a pessoa que está do outro lado da linha está falando a verdade.

5) Instrua familiares e colaboradores a não fornecerem dados por telefone. Em hipótese alguma forneça o número e a senha de sua conta corrente ou cartão de crédito, mesmo que a pessoa intitule-se colaborador da agência onde você tem conta.

6) Crianças (0 a 8 anos) não devem atender telefones e, para tanto, cabe a você proibi-las o quanto antes.

7) Tome cuidado com o que fala ao telefone, pois a conversa pode estar sendo gravada.

8) Grandes empresas têm seguido nosso conselho de instalar o antigrampo, com o intuito de evitar espionagem industrial, desvios de informações e produtos, seqüestro, ameaça, extorsão, etc.

9) Está provado que e-mail, apesar de facilitar nossa vida, não é um meio seguro de comunicação, pois ele pode ser facilmente rastreado. Utilize-se do velho e bom fax para enviar informações privilegiadas.

10) Nos cursos que ministro em grandes empresas para executivos, ao expor a fragilidade das linhas telefônicas (fixo e celular) indico que os responsáveis por um projeto importante adquiram telefones celulares pré-pagos, que não precisam de identificação do comprador e dificultam sobremaneira a possibilidade de grampo ou escuta telefônica. Ao final do projeto, oriento que essas linhas sejam imediatamente desativadas.

11) Nunca se esqueça de que paredes têm ouvidos. Lembre-se de que não é nada difícil ter em sua empresa um colaborador infiltrado pelo concorrente, para ouvir conversas de gerentes e diretores.

12) Tenha sempre em mente que prevenção nunca é demais.

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