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Dicas importantes segundo experiências vivenciadas.

O alvo pode ser você

Jornal da Tarde
José Dacauaziliquá

Os casos de roubo a banco aumentaram na Capital. No dia 6 – ainda no início do mês, o número de assaltos empatou com o primeiro trimestre do ano passado, que registrou 29 casos. Mas os criminosos não estão de olho apenas nos cofres das agências. O alvo dos bandidos também é o cliente que saca valores altos na boca do caixa.

Os criminosos esperam a vítima sair e atacam. Esse crime é conhecido na gíria de policiais e criminosos como “saidinha de banco”.

Nas últimas duas semanas, ocorreram dois casos violentos dessa modalidade, com tiroteio e duas vítimas feridas. Entre elas, o agente da Polícia Federal (PF) Wagner Romano, 48 anos, que havia acabado de sacar R$ 5 mil. O policial foi submetido a uma cirurgia de urgência para extração de um rim e do baço.

Para o especialista em segurança Jorge Lordello, o cliente deve evitar ao máximo ir ao banco para sacar grandes quantias de dinheiro. “Dentro das agências ficam os ‘olheiros’ , que monitoram os clientes que sacam valores altos e avisam seus comparsas por celular ou sinais”, disse.

A primeira recomendação é de que a pessoa substitua a forma de pagamento em dinheiro vivo por cartões de débito, transferências (do tipo DOC e TED), cheque nominal ou administrativo. O mesmo conselho é dado pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

Se o cliente não tem como trocar a forma de pagamento, ao sacar dinheiro ele pode se tornar uma vítima em potencial dos criminosos. Mas, segundo o especialista em segurança, existem maneiras de não ser mais uma vítima. A primeira providência é evitar dias de pagamentos e próximos de feriados. “Nesses dias, as agências estão mais cheias, o que facilita a ação dos ‘olheiros’ das quadrilhas. Em dias mais tranqüilos, eles não têm tanta liberdade para ficar um longo tempo parados sondando a próxima vítima”, disse.

Outra recomendação é conversar com o gerente para fazer a retirada do dinheiro numa sala separada ou outro local distante do atendimento ao público. Isso evita que os bandidos vejam o caixa conferir duas ou três vezes o dinheiro e entregá-lo ao cliente.

Procure ir acompanhado de uma ou mais pessoas para dividir a quantia sacada. Outra dica é falar com o seu gerente para indicar uma agência que fica mais próxima do destino do pagamento para realizar o saque. Isso reduz o tempo e o trajeto que a pessoa ficará com o dinheiro em seu poder.
» Como agem os golpistas

“Depois de pegar o dinheiro, tem muita gente que sai do banco e vai para a rua ver vitrine ou tomar um lanche. Isso facilita a ação dos marginais”, disse. Lordello alerta ainda que nem sempre os bandidos usam armas para tomar o dinheiro na porta do banco.

“As vítimas também podem ser atacadas sem violência por golpistas quando deixam o banco. Os criminosos atacam com as velhas histórias do bilhete premiado ou do pacote de dinheiro (falso)”, explica Lordello. “São golpes muito velhos, mas ainda tem muita gente que cai neles. São pessoas ingênuas ou movidas pela ganância. Ninguém dá nada de mão beijada ”, disse.

A dica é não conversar com estranhos e, no caso de pessoas idosas, elas devem ir ao banco sempre acompanhadas. “Os idosos, por sua reduzida capacidade de defesa, costumam ser os maiores alvos”, disse Lordello.
OS DOIS ÚLTIMOS CASOS REGISTRADOS

01/03 – O agente federal Wagner Romano, 48 anos, foi assaltado por dois homens depois de sacar R$ 5 mil numa agência do banco Itaú na Avenida Amador Bueno da Veiga, na Penha, Zona Leste da Capital.
O dinheiro seria usado para pagar despesas do parto do seu filho. Apesar de ter entregue o dinheiro e não ter reagido, levou três tiros, depois que os ladrões descobriram que ele era policial. Romano foi submetido a uma cirurgia de urgência para retirar o baço e um rim. Um criminoso foi preso.

07/03 – O advogado José Francisco Avellar Neto, 64 anos, sacou R$ 2.320 numa agência do Bradesco da Avenida Ibirapuera, em Moema, na Zona Sul da Cidade. Ele parou numa lanchonete para tomar um suco e comprar cigarro quando dois homens, que vigiavam seus passos desde a agência, tentaram roubar o dinheiro. Avellar Neto reagiu e só não foi atingido porque um freguês o empurrou. A dona do estabelecimento foi ferida com um tiro no ombro. Os bandidos foram presos.

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