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Dicas importantes segundo experiências vivenciadas.

Teste surpresa no sistema de pânico, alarme e monitoramento do condomínio pode apontar falhas gritantes na segurança

Semana passada fui visitar casal de amigos que mora em prédio na Zona Sul/SP. Acionei o interfone da portaria de pedestres e o educado porteiro solicitou meu nome completo para providenciar autorização de entrada com o respectivo morador. Em seguida, pediu que introduzisse RG ou CNH no passa volumes para realização de cadastro. Rapidamente, recebi o documento de volta sendo liberada minha entrada no edifício.

Ocorre que ao passar pelos fundos da guarita notei que um empregado doméstico estava pegando chave com o porteiro através da porta blindada. De imediato, identifiquei a primeira falha no esquema de segurança. Relatei o ocorrido para o amigo que eu estava visitando e fui surpreendido pelo fato de ele ter sido recentemente eleito síndico.

Meu relato não foi motivo de preocupação, tanto que ele rebateu nos seguintes termos:

“Lordello, se meu porteiro verificar qualquer problema vai apertar botão de pânico e a empresa que monitora as imagens das câmeras irá acionar a polícia”.

Propus, então, um teste de segurança. Fomos até a portaria e meu amigo pediu que o porteiro abrisse a porta da guarita blindada para eu entrar. Solicitei que o síndico ficasse escondido no banheiro interno e apertei o botão de pânico para ver quais seriam os procedimentos da empresa de monitoramento, tendo em vista que no interior da portaria também havia câmera de segurança instalada.

Depois de exatos 4 minutos e 53 segundos, o telefone da portaria tocou. Era o funcionário da empresa que cuida do sistema eletrônico.

Foi indagado ao porteiro a chamada senha e contra senha, que ele informou corretamente, ou seja, sinalizou que estava tudo bem e assim terminou a conversa. Pedi para o síndico sair do banheiro e disse:

“E se eu fosse um criminoso armado que tivesse rendido seu porteiro…”.

O síndico constatou naquele teste que o esquema de segurança estava todo furado. Havia um estranho dentro da guarita e a porta blindada estava escancarada, ou seja, provavelmente o funcionário que controla o sistema de monitoramento sequer teve o trabalho de abrir as imagens das câmeras do prédio. Simplesmente adotou atitude mecanizada de fazer a ligação telefônica, não se preocupou com uma possível situação suspeita no condomínio a ser vigiado.

Por último, propus outro teste, agora no sensor Infravermelho Ativo (IVA) instalado no muro da frente do prédio.

Peguei uma caixa de pizza e interrompi os feixes de raios infravermelhos emitidos pelo equipamento.

O resultado foi bizarro; o sistema de alarme não funcionou, ou seja, estava inoperante. Ficou evidente que o edifício apresentava sérios problemas quanto à segurança patrimonial.

É claro que o amigo me pediu orientações, que foram as seguintes:

1) Inicialmente, troque a empresa de monitoramento de alarme, sinal de pânico e imagens

2) Busque empresa profissional que instale equipamentos eletrônicos para manter a porta da guarita alarmada com biometria, ou seja, somente pessoas autorizadas pela administração terão acesso ao interior da guarita blindada; mais ninguém.

3) Cada vez que alguém for entrar na guarita, até mesmo nos momentos de troca de turno ou limpeza interna, a empresa externa terá que ser avisada para monitorar tudo que está acontecendo. Se houver qualquer suspeita, deverá acionar apoio da polícia militar.

4) Se a porta blindada da guarita for aberta sem a intervenção da empresa de monitoramento 24h, funcionará como botão de pânico e assim todos os procedimentos para averiguação da segurança devem ser iniciados.

5) Ficando provado que o erro foi do porteiro, o síndico deverá ser comunicado imediatamente para que tome medidas cabíveis de ordem corretiva em relação ao descumprimento das normas internas de segurança

6) Por último, recomendei também que fizesse, com empresa especializada, contrato de manutenção corretiva e preventiva mensal para todos os equipamentos eletrônicos de segurança.

O síndico agradeceu as orientações e disse que iria providenciar o mais rápido possível todas as alterações.

JORGE LORDELLO
Pioneiro em Palestras “in company” sobre Segurança Pessoal e Patrimonial
Especialista em Segurança Pública e Privada
Palestrante e Conferencista
Escritor Internacional e Articulista com mais de 2500 artigos publicados
Pesquisador Criminal
Conhecida na mídia como “Doutor Segurança”
www.lordellotreinamento.com.br
jlordello@uol.com.br

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Obrigado por adquirir este produto do Método Lordello. Esperamos que tenha um ótimo aprendizado. Dispensar

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