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Dicas importantes segundo experiências vivenciadas.

Para proteger com eficácia

Revista Melhor
Por: Caroline Marino

Ninguém precisa de estatísticas para adotar medidas de segurança dentro e fora das empresas. Ferramentas para isso são muitas no mercado, desde os conhecidos sistemas de alarmes até dispositivos de identificação por biometria, rastreamento de veículos e pessoas. Trata-se de um mercado que cresce cada vez mais. Uma prova? Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), só o setor de segurança eletrônica movimenta cerca de 1,4 bilhão de dólares por ano. “E apresenta um crescimento com taxas médias de 16%”, diz Selma Migliori, presidente da instituição. Além de todo o aparato tecnológico existente para garantir a segurança patrimonial e humana, empresas de grande porte disponibilizam aos seus dirigentes, como benefício, blindagem de automóveis, motoristas com cursos de direção defensiva e até seguranças pessoais.

Para o especialista em segurança Jorge Lordello, houve uma mudança muito grande na mentalidade dos gestores que, como reflexo da violência, perceberam a necessidade de discutir o assunto e realizar um planejamento para a segurança nas empresas. “Há alguns anos, não havia nenhuma área específica para lidar com o assunto. Hoje, na maioria das companhias existe um rígido esquema de segurança, planejado por profissionais especializados que realizam a proteção patrimonial, bem como a dos executivos e das informações empresariais”, diz Lordello. Em relação a esse último tipo de serviço, a Alog Data Centers, empresa que atua no segmento de hosting gerenciado, além e pelo fato de cuidar das informações de clientes, reforça a própria segurança tendo prédios-cofre no Rio de Janeiro e em São Paulo com o que existe de mais moderno em termos de segurança de ambiente.

O diretor de tecnologia da Alog, Antonio Carlos Pina, conta que a entrada dos edifícios é composta por duas portas blindadas de quatro toneladas, com os recepcionistas protegidos atrás de vidros à prova de balas. O acesso aos prédios precisa ser previamente autorizado e é feito por crachás magnéticos e por sistemas de biometria. “Toda a infraestrutura é monitorada por câmeras de vídeo com detecção de movimento e gravação. Os setores de datacenter possuem sistemas de detecção prematura de incêndio e de extinção”, completa o diretor. Tudo isso porque, segundo Pina, cuidar dos ativos é parte do core business da empresa e o cliente que busca os serviços da Alog quer segurança, disponibilidade e suporte técnico.

Além de todos esses aparatos de segurança interna e externa, a Alog realiza constantemente trabalhos de conscientização com os funcionários. “Possuímos um manual de segurança interno que é seguido pelos colaboradores, que engloba a parte de TI, além de cursos online sobre como agir em casos de incêndio e ações para garantir a segurança física do edifício”, explica o diretor.

Coisa de filme
A evolução da tecnologia nos sistemas eletrônicos de segurança reforça a ideia de que a vida começa a imitar a arte, mais precisamente os filmes de ficção científica. Hoje, já é possível, por exemplo, por meio dos recursos de DVR (digital vídeo record) numa empresa, definir o fluxo de pessoas e veículos,?identificar objetos esquecidos ou abandonados e ser alertado em casos de aglomerações ou pânico.Na linha dos sistemas de controle de acesso, muita coisa mudou também: os cartões que antigamente serviam apenas para liberar ou bloquear?a passagem por catracas e portas ganharam inteligência e, agora, podem abranger controles diversos.

Segundo Alexandre de Abreu Rodrigues, gerente comercial da Fort Knox, a integração de toda essa tecnologia?gera ganho de performance e otimização da força de trabalho, permitindo controles detalhados do consumo de energia, elevadores, sistema de ar condicionado, detecção e combate a incêndio. “Não são raros os casos em que os custos com seguro caíram sensivelmente após a implantação de um sistema bem projetado”, afirma Rodrigues. Porém, o investimento pode ser totalmente perdido se?o fator humano não for levado em conta. “Não devemos esquecer que os?sistemas, por mais evoluídos que estejam, sempre precisarão de um operador, que deve ser capacitado e constantemente treinado”, completa.

Natália da Silva Fakhri, diretora de marketing e comunicação para a América Latina da Gemalto, ressalta que a tecnologia adotada deve permitir flexibilidade em relação às necessidades iniciais e futuras da empresa. “Pode ser que, num primeiro momento, a companhia apenas queira implementar controle de acesso físico, mas, mais adiante, queira utilizar os mesmos cartões ou crachás dos funcionários para armazenar um certificado digital para acesso lógico, assinatura e criptografia de documentos e arquivos digitais. Dessa forma, não precisarão fazer um ‘recall’ dos cartões anteriormente emitidos, mas evoluir as aplicações nesses cartões de acordo com as necessidades de segurança física e lógica”, explica.

Por onde começar
E o que a empresa deve levar em consideração ao contratar um serviço de segurança? Laurence Casagrande, diretor sênior da Kroll, consultoria em gerenciamento de riscos, explica que o passo inicial é conhecer o risco da empresa, ou seja, o que ameaça esse patrimônio, já que as ações de segurança vão dedicar-se, predominantemente, à redução da oportunidade para o agente. Na segurança patrimonial, por exemplo, é dessa análise que virá a decisão por implantar ou aprimorar um sistema de TV, a definição dos postos e rondas para vigilantes, políticas de controle de acesso ou revistas de funcionários.

Na esfera pessoal, as decisões recairão sobre a contratação de agentes, escolha do local de moradia, definição de roteiros, uso de blindagens, treinamentos, entre outros aspectos. “O importante é ter em mente que a proteção é o resultado da aplicação de diversos recursos, que podem ser integrados de diferentes formas. O fator humano é o mais importante e, se for negligenciado, pode reduzir ou neutralizar a eficácia dos recursos mais avançados”, alerta.

Quem compartilha do mesmo pensamento é Jorge Lordello: “Para criar um ambiente de segurança eficaz, é necessário um conjunto de ações, que vai desde um trabalho de análise de risco até a contratação de profissionais especializados. Não adianta apenas investir em aparelhos de vigilância. O trabalho humano é essencial”, afirma. Lordello conta que numa das empresas em que presta serviço foi implantado um procedimento no qual alguns profissionais dessa área circulam pela companhia filmando o dia a dia dos colaboradores para registrar condutas inseguras, como deixar portas abertas (o que pode facilitar a entrada de pessoas não autorizadas) ou até mesmo manter cópias de senhas em post-it no computador. “Com essas imagens, a empresa pode implantar ações preventivas e aumentar a conscientização dos funcionários”, afirma o especialista.

Porém, ele ressalta que não há formula mágica para criar um ambiente de segurança, realmente, eficaz. O ideal é integrar esforços em diversos setores, como equipamentos físicos e eletrônicos; normas procedimentais pré-estabelecidas, principalmente para controle de acesso de pessoas, mercadorias e veículos; fiscalização do cumprimento dessas normas; treinamento dos funcionários da área de portaria e vigilância; e conscientização de segurança dos colaboradores.

O consultor Vinícius Cavalcante, especialista em segurança pessoal de executivos e autoridades, concorda com a importância de sistemas como monitoramento 24 horas e alarmes, bem como o uso de outros recursos de proteção, como carro blindado, porém reforça que a empresa não pode descuidar do treinamento tanto do executivo (que deve se inserir positivamente dentro do esquema de segurança proporcionado) quanto dos profissionais contratados para viabilizar tal proteção. “De nada vale fornecer carro blindado sem ensinar técnicas de condução ou não esclarecer todas as implicações do emprego de tal veículo, como também não adianta implantar os mais modernos equipamentos eletrônicos de proteção sem estimular o comportamento seguro dos colaboradores”, completa.

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