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Dicas importantes segundo experiências vivenciadas.

Que Daniel Alves é mentiroso, não tenho dúvida

Se o jogador Daniel Alvez estuprou a espanhola Maria Concepción Canton Martín no banheiro da boate Sutton, em Barcelona, eu ainda não posso afirmar, mesmo porque, devo, como todos devem, aguardar o desenrolar dos fatos e o devido julgamento pela justiça da Espanha.

Por outro lado, posso dizer, com todas as letras, que ele é mentiroso.

Mentir é não contar a verdade ou negar o conhecimento sobre alguma coisa que é verdadeira.

Em poucos contatos com a imprensa, polícia e justiça local, o brasileiro conseguiu dar pelo menos quatro versões contraditórias sobre o caso que foram noticiadas pela imprensa local, o que levou à decretação de sua prisão preventiva, que pode perdurar por até dois anos.

Versão 1 – Inicialmente, o acusado disse a uma emissora de televisão espanhola que não conhecia a acusadora: “Não sei quem é essa senhorita, nunca vi”. Ele negou, peremptoriamente, a acusação formulada pela jovem de 23 anos.

Versão 2 – Na audiência criminal, contou à juíza que “estava no banheiro quando a mulher entrou e não houve relação sexual”.

Versão 3 – Ao promotor, disse que não soube o que fazer e que ficou parado quando ela entrou no banheiro.

Versão 4 – Com a insistência da promotoria, o brasileiro refrescou a memória e contou que a vítima, que o acusa de estupro, “pulou em cima dele” e em seguida fez sexo oral consentido.

Acredito que Daniel Alves imaginava estar no Brasil, onde o mais comum é negar, veementemente, acusações criminais, até mesmo quando câmeras de segurança mostram a cena do crime.

A verdade cristalina só apresenta uma versão!

Em nosso país, a legislação penal garante a mentira como meio de defesa e não pune bandidos canastrões que fazem de tudo para dificultar tanto a investigação policial como a instrução criminal. As desculpas dos investigados para não serem incriminados são as mais fajutas possíveis.

Choram, pedem piedade, se portam como “coitadinhos”, e na melhor das hipóteses, ficam calados, quando não encontram mentira plausível que possa trazer alguma idoneidade. Isso quando não imputam aos policiais crime de tortura.

A tática é sempre a mesma, tentar fugir da qualidade de acusado e ser considerado vítima de abuso policial ou transferir a responsabilidade para a vítima, chamando-a de mentirosa.

A verdade é uma só! Se a mesma acusação fosse feita contra Daniel Alves no Brasil, a probabilidade é que respondesse longo processo em liberdade e a tendência era manter a negativa de autoria de pés juntos. O choro também faz parte desse enredo de defesa. Outro estratégia comum, é a tentativa de desqualificar a mulher abusada sexualmente para que caia em descrédito em relação a opinião pública e as autoridades.

Mas a acusação contra Daniel Alves não foi feita na “terra brasilis”.

A situação dele é complicadíssima na Espanha. A vítima apresentou narrativa firme e contundente de estupro e o exame de corpo de delito teria registrado lesões características de abuso sexual com violência. A polícia da catalunha agiu rápido. A perícia encontrou no chão do banheiro esperma que pode ser do jogador brasileiro. Imagens de câmeras de segurança da casa noturna foram apreendidas e mostram que as duas partes envolvidas entraram no mesmo banheiro separadamente e por lá permaneceram por cerca de 15 minutos. Testemunhas que estavam no local foram arroladas e a vítima ainda passou por exames biológicos em busca de evidências de material genético do acusado em suas vestes.

Durante seu depoimento na justiça espanhola, a mulher que acusa o jogador brasileiro disse que não deseja receber indenização de Daniel Alves, caso ele seja condenado. Ela destacou que sua família tem boa situação financeira e que quer apenas que ele pague pelo crime sexual praticado.

Até agora o jogador Daniel Alves não foi tratado como ídolo eterno do Barcelona, onde foi por inúmeras vezes campeão. Até o presente momento, não teve nenhuma regalia ou benefício da polícia, justiça criminal ou imprensa espanhola. Ele encontra-se preso, isolado e pelo andar da carruagem, vai passar bom tempo atras das grades. Vamos aguardar para saber qual vai ser sua versão dos fatos, no próximo depoimento.

Se condenado, poderá pegar até 12 anos de prisão.

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